Talvez isso tudo realmente seja como o Gabriel disse uma certa vez: O caso não é o pouco espaço com muita coisa para dizer e sim muito espaço com pouca coisa para dizer.
Eu tô em São Paulo desde o dia 3. Eu gosto daqui, mas tem barulho demais. Os mínimos barulhos que já me fazem sentir falta da minha Porto Alegre, da minha casa, da minha cama, do meu computador, do meu silêncio. O silêncio que eu tenho lá é o que mais me faz ficar em paz, em paz com os meus pensamentos, sem interrupções. Aqui nem uma porta eu tenho, então as interrupções, numa casa que eu estou dividindo com outras cinco pessoas e sem uma porta, são inevitáveis. Quero me deitar quando eu quiser, ver o que eu quiser, ler o que eu quiser, sair quando eu quiser, dar uma volta pela minha rua, ir até a minha sorveteria preferida beber o melhor milk shake de Ferrero Rocher da cidade. Lá vem o Gabriel agindo novamente. Eu ando sem reclamar por muito tempo, talvez essa seja minha reclamação.
Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho.
Se eu não fosse assim tão tristonho
Não seria assim tão normal